Antão Soares Presidente 1946-1950

Antão Soares era clarinetista e flautista e participou da Semana de Arte Moderna e da gravação do “Choro Nº 2”, de Heitor Villa-Lobos. Sua gestão acusou o impacto há muito anunciado pelo fechamento dos cassinos. Não é que não existissem outros locais onde a atividade musical fosse solicitada, caso facilmente exemplificado pelas rádios, pelos clubes e associações recreativas, com seus bailes e formaturas; no entanto, os cassinos as funções eram praticamente diárias, “impedindo” os músicos ali alocados de fazerem extras, o que abria possibilidades para outros profissionais. Com o fechamento, passaram esses músicos a também migrarem para estas colocações, disputando-as com seus colegas, gerando um excedente de mão-de-obra, o que muito agradou aos aproveitadores de plantão.

A regulamentação da profissão de músico, assim como a melhoria nas condições de fiscalização tanto dos locais de trabalho quanto dos contratos, mereceram a atenção dessa Diretoria.