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Quando a coragem mata

Quando a coragem mata.

Cumprir a árdua tarefa de ser uma parlamentar competente e íntegra em um ambiente machista, racista e retrógrado é para poucos.

Marielle Franco, em pouco tempo de legislatura mostrou a que veio. Atuou por muitos, representou minorias com propriedade e nunca se abateu diante das adversidades inerentes à sua condição; mulher, negra e oriunda da favela. Ao contrário, a ‘Cria da Maré”, transforma a sua frágil condição social em força e vontade de transformação através de um mandato de amplo apoio de eleitores.Atuou corajosamente na linha de frente, como militante aguerrida dos direitos humanos, e denunciou, não apenas uma vez, o abuso da força militar sobre os moradores das comunidades, algo que ela conhecia bem.

Não só conhecia bem, como foi vítima mortal deste abuso.

A morte de Marielle e do motorista Anderson Pedro Gonçalves representa mais que números de mortes trágicas de uma cidade abandonada pela segurança pública. A comoção registrada em manifestações de milhares de pessoas nas ruas que perguntam “quem matou Marielle?” revela a força de uma jovem que até seu último momento se revelou capaz de mobilizar, não apenas no Rio de Janeiro, mas em diversas capitais e mundo afora, para mais uma vez expor a sua angústia. “Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?”

O luto é a nossa luta, já é bandeira empunhada.

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